![]()
|
Nascente e Foz
O Rio Criz nasce no concelho de Tondela, mais propriamente, no lugar de
Miserela, algures entre Carvalhal da Mulher e Silvares. O seu leito divide os
concelhos de Mortágua e Santa Comba Dão e vai desaguar à barragem da Aguieira.
Moinhos de Água (engenho, que funciona à base da força da água, e casa onde se moem diversos tipos de cereais – milho, centeio, etc) e Levadas (paredões erigidos no leito de um rio com o objectivo de encaminhar a corrente de água para as regas, assim como para os moinhos) são uma presença obrigatória em qualquer rio do tipo e dimensão do Rio Criz e, como não podia deixar de ser, o Rio Criz não foge à regra. Sendo assim, quando se percorrem as margens do Rio Criz, nomeadamente, as margens que delimitam o leito que atravessa terras Coelhosenses, verifica-se que os moinhos são uma presença constante e que no seu leito existem inúmeras levadas. Dos moinhos erigidos nas margens do Rio Criz destacam-se, ordenados da nascente do rio para a sua foz, o Moinho da Ponte, o Moinho da Levada do Mota (infelizmente em ruínas) e o Moinho da Regada. Por sua vez, das levadas existentes destacam-se, também ordenadas da nascente do rio para a sua foz, a Levada do Mourão, a Levada da Juncosa, a Levada da Ponte, a Levada do Mota, a Levada da Serrana, a Levada da Regada, a Levada da Molinheira, a Levada do Limoeiro e a Levada do Cabril.
Há ainda a destacar que o percurso do Rio Criz por terras Coelhosenses é rico em fauna e em flora. Desde lontras e cágados, passando pelas galinholas (galinha-d’água) e acabando nos mais que óbvios peixes (trutas, bordalos, barbos, bogas, savelhas, enguias…), são alguns dos exemplos que demonstram que estamos na presença de uma fauna riquíssima. Quanto à flora destacam-se o amieiro, o salgueiro, a mimosa, o sabugueiro, a urtiga, a silva (com as suas deliciosas amoras), a tabua, o loureiro, o feto-real, a erva-saboeira, podendo também observar-se ao longo das suas margens vários campos cultivados.
O Rio Criz é um rio truteiro por excelência, até há quem já o tenha considerado um dos mais truteiros da Península Ibérica. Realidade ou não, pelo menos uma certeza há, no dia 1 de Março de cada ano (abertura da época oficial para a prática de pesca à cana no Rio Criz) quem visita o Coelhoso e tem a possibilidade de passar pelo Rio Criz depara-se com dezenas, se não centenas, de pescadores nas suas margens. É um arraial de canas nas margens esquerda e direita. Toda a extensão do Rio Criz é óptima para a prática da pesca desportiva, sendo que a zona do Mourão (a norte da ponte que faz parte da estrada nacional 230), a zona da Ponte (ao pé da ponte que faz parte da estrada nacional 230) e a zona da Levada do Mota (a sul da ponte que faz parte da estrada nacional 230) são as mais concorridas, aquando da época oficial para a prática de pesca à cana. Contudo, a zona da Levada do Mota destaca-se pelo facto das suas águas serem mais fundas que noutras zonas, tornando-a numa óptima zona para a pesca à truta. De entre outras espécies de peixes, nas águas do Rio Criz podem-se pescar Trutas, Bordalos, Barbos, Bogas, Savelhas e Enguias.
Autores:
António Escada & Judite Escada |